A Espanha informou na teraç-feira, 6, que não contempla mais a compra do caça norte‑americano F‑35, direcionando-se para a escolha entre o Eurofighter Typhoon e o futuro caça do de 6ª geração do programa europeu FCAS.
A decisão foi confirmada por porta-voz do Ministério da Defesa, segundo reportagem do jornal El País.
O projeto espanhol de aquisição, inicialmente orçado em 6,25 bilhões de euros no orçamento de 2023, foi reavaliado à luz do recente aumento do investimento em defesa, com um total adicional de 10,5 bilhões de euros previsto para este ano.
A prioridade, segundo o jornal, passou a ser o fortalecimento da indústria europeia, tornando inviável a compra do F-35 fabricado pela Lockheed Martin. O primeiro-ministro Pedro Sánchez reforçou seu compromisso com o gasto mínimo de 2% do PIB em defesa, conforme exigido pela OTAN, e rejeitou a proposta de elevar esse percentual para 5%.

Este movimento marca uma mudança nos rumos da modernização aérea da Espanha. Até então, o país havia considerado os caças F‑35 americanos como opção viável para substituir os modelos mais antigos.
Agora, a preferência recai sobre plataformas construídas por consórcios europeus: o Eurofighter, produzido por Airbus, BAE Systems e Leonardo; e o caça de próxima geração do FCAS, desenvolvido pelas empresas Dassault Aviation, Airbus e Indra Sistemas.
Nas últimas décadas, a Europa tem buscado consolidar sua autonomia estratégica na defesa, criando programas colaborativos como o FCAS e consolidando indústrias nacionais.
A redefinição da escolha espanhola reflete esse direcionamento: há interesse crescente em estimular a cooperação industrial entre países europeus e reduzir a dependência de equipamentos militares externos, sobretudo dos EUA após as polêmicas criadas pelo presidente Donald Trump.
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