O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou uma possível via o programa de Venda Militar ao Exterior para o Peru envolvendo caças F-16 Block 70 e equipamentos relacionados, com um valor estimado de US$ 3,42 bilhões. A notificação foi formalmente enviada ao Congresso dos EUA pela Agência de Cooperação em Segurança de Defesa (DSCA).
Sob a solicitação, o governo peruano visa adquirir dez aeronaves F-16C Block 70 e duas F-16D Block 70. O pacote também inclui 14 motores F110-GE-129, 12 mísseis ar-ar AIM-120C-8 AMRAAM, 52 lançadores guiados LAU-129 e 12 canhões M61A1 de 20 mm. Sistemas adicionais, como navegação por GPS, radares AN/APG-83 e computadores de missão, fazem parte do acordo proposto.
O F-16 Block 70 é o padrão de produção mais recente do caça multifuncional de um único motor, apresentando aviônicos atualizados, radar e melhorias estruturais. O radar AN/APG-83 AESA é projetado para fornecer capacidades aprimoradas de ar-ar e ar-solo. As aeronaves têm como objetivo melhorar a capacidade da Força Aérea Peruana para controle do espaço aéreo e missões de ataque terrestre de precisão.

A Lockheed Martin, General Electric Aerospace e RTX Corporation foram nomeadas como principais contratantes para o potencial acordo entre os EUA e o Peru. De acordo com a DSCA, a venda proposta não deve alterar o equilíbrio militar básico na região, mas visa reforçar a cooperação militar de longo prazo entre os dois países.
Saab Gripen é o principal concorrente
A Força Aérea Peruana possui hoje caças Dassault Mirage 2000 e Mikoyan MiG-29, ambos considerados ultrapassados em termos de aviônicos e sistemas. Além disso, o país opera aeronaves de ataque ao solo Sukhoi Su-25. O esforço de modernização visa substituir ou complementar essas plataformas mais antigas.

Juntamente com as negociações com os Estados Unidos, o Peru também está explorando a aquisição de caças Saab Gripen E/F. O governo sueco autorizou uma possível venda de 24 aeronaves, que incluiria a plataforma de alerta aéreo GlobalEye.
A notificação ao Congresso é um passo processual e não constitui um acordo final. Se aprovada, espera-se que as negociações contratuais e discussões técnicas detalhadas sigam, definindo cronogramas de entrega e integração operacional.
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