Os Estados Unidos e a China estão supostamente próximos de anunciar um pedido substancial de aeronaves comerciais da Boeing, de acordo com declarações de oficiais dos EUA e reportagem da Reuters.
O acordo deve ser finalizado rapidamente, já que o embaixador dos EUA na China, David Perdue, indicou após uma delegação do Congresso ter visitado Pequim.
Um grupo de legisladores dos EUA, marcando a primeira visita de representantes da Câmara à China desde 2019, levantou o tópico da compra de jatos adicionais da Boeing durante reuniões com líderes chineses.
As discussões seguem conversas recentes entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, com o objetivo de aliviar as tensões bilaterais que têm interrompido o comércio aeroespacial.

A Boeing está em negociações para vender até 500 jatos para a China, embora os detalhes sobre as companhias aéreas específicas e os modelos de aeronaves envolvidos não tenham sido divulgados. Nos últimos anos, as vendas comerciais da Boeing para a China estavam paralisadas, em grande parte devido a disputas comerciais e complicações regulatórias.
Historicamente, a China tem representado cerca de 25% das entregas globais de aeronaves da Boeing, tornando o mercado crítico para o fabricante norte-americano. A potencial retomada de pedidos em grande escala teria um impacto notável nas previsões de produção e entrega da Boeing, bem como na disponibilidade de aeronaves mais novas nas frotas chinesas.
As principais transportadoras Air China, China Southern Airlines e China Eastern Airlines estão se apresentando como candidatas para negócios com a Boeing, pois dominam o tráfego aéreo no país e são controladas pelo governo.
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