O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou uma possível venda militar ao governo de Cingapura envolvendo até quatro aeronaves de patrulha marítima e reconhecimento Boeing P-8A, além de armamentos, sensores e equipamentos de apoio.

O pacote tem valor estimado em US$ 2,316 bilhões (cerca de R$ 12,3 bilhões), e foi formalmente notificado ao Congresso dos EUA pela Agência de Cooperação em Segurança de Defesa (DSCA). A aprovação não representa um contrato definitivo, mas autoriza o início das negociações entre os dois governos.

Segundo o pedido apresentado por Cingapura, a aquisição inclui até quatro aeronaves P-8A, torpedos leves Mk 54, sistemas defensivos, softwares de missão, sensores, treinamento, peças de reposição e suporte logístico de longo prazo. 

A principal contratada será a Boeing, enquanto a maior parte dos torpedos deverá ser fornecida a partir de estoques da Marinha dos Estados Unidos.

O P-8A, derivado do Boeing 737NG, é empregado em missões de patrulha marítima, guerra antissubmarino e vigilância. De acordo com o governo norte-americano, as aeronaves reforçariam a capacidade de Cingapura de lidar com ameaças atuais e futuras, além de ampliar a interoperabilidade com forças dos Estados Unidos e de aliados.

A notificação afirma que a venda não altera o equilíbrio militar básico na região e não terá impacto negativo sobre a prontidão das forças armadas dos EUA. Washington descreve Cingapura como um parceiro estratégico e avalia que a operação está alinhada aos objetivos de segurança dos Estados Unidos na Ásia.

Caso o negócio avance, até 14 representantes do governo norte-americano e de empresas contratadas poderão ser deslocados a Cingapura por um período de até dois anos para apoiar a entrada em serviço das aeronaves, além de atividades de treinamento, manutenção e integração dos sistemas de missão.