A União Europeia começou a avaliar um conceito de aeronave de ataque leve furtiva (invisível aos radares) dentro do planejamento de 2026 do Fundo Europeu de Defesa. O objetivo é definir requisitos e opções industriais dentro do programa FMLA (Aeronave Leve Multifunção do Futuro).

A iniciativa FMLA possui um orçamento indicativo de €15 milhões dedicados a estudos e trabalhos de design. O projeto permanece em uma fase exploratória e visa alinhar as necessidades operacionais com as capacidades industriais para uma futura plataforma europeia.

A maioria das aeronaves leves multifuncionais atualmente operadas pelos estados membros da UE entrou em serviço há várias décadas, gerando preocupações sobre sua obsolescência.

Portugal é uma exceção ao ter selecionado o Embraer A-29N Super Tucano para treinamento e apoio aéreo próximo, enquanto a Croácia e a Eslovênia operam o Pilatus PC-9M, a Polônia utiliza o PZL-130 Orlik e a Áustria usa o PC-7. A França e a Espanha empregam o Pilatus PC-21 enquanto a Bélgica selecionou recentemente o PC-7 MKX. Nenhum desses aviões, contudo, possui características desejadas no projeto.

Treinadores PC-21 e PC-7 MKX (Pilatus)
Treinadores PC-21 e PC-7 MKX (Pilatus)

Em vez disso, o conceito FMLA enfatiza a sobrevivência e a reduzida visibilidade aos radares, optando por propulsão turboélice para gerar baixo custo e prover apoio em campo de batalha, inteligência e funções de reconhecimento. O plano, por enquanto, exclui explicitamente a construção de protótipos, testes ou certificação, com todas as atividades financiadas restritas a estudos e design preliminar.

O Fundo Europeu de Defesa lançou o estudo FMLA para abordar uma lacuna estrutural de capacidade, com um horizonte de substituição previsto para 2035–2040.

O projeto tem como alvo um peso máximo de decolagem de até 7.500 kg, desempenho de decolagem e pouso curto, e adaptabilidade multifuncional, incluindo funções de ISR e combate limitado.

Os requisitos incluem operação a partir de locais sem estrutura, resiliência a interferências eletrônicas e a capacidade de apoiar missões de segurança tanto militares quanto civis.