O caça Lockheed Martin F-22 Raptor da Força Aérea dos EUA (USAF) está prestes a receber uma nova atualização de navegação projetada para manter o caça furtivo capaz de operar em ambientes onde os sinais de GPS estão bloqueados ou indisponíveis.

A Northrop Grumman afirmou ter entregue recentemente a primeira versão de produção de seu sistema de Modernização de Sistema de Navegação Inercial/Global Positioning System Embutido, conhecido como EGI-M ou LN-351.

A atualização é projetada para melhorar a resiliência de navegação em ambientes de conflito, onde adversários podem tentar interromper os sinais de satélite por meio de interferência ou falsificação.

O EGI-M utiliza sinais militares M-code criptografados transmitidos por satélites GPS III mais novos, que são mais resistentes a interferências do que os sinais de GPS mais antigos. O sistema também combina dados de GPS com navegação inercial, permitindo que as aeronaves mantenham posicionamento preciso mesmo quando a conectividade com satélites está degradada.

Sistema de jam do F-22 Raptor (Northrop Grumman)
Sistema de jam do F-22 Raptor (Northrop Grumman)

O Lockheed Martin F-22 Raptor entrou em serviço em 2005 como o primeiro caça stealth operacional do mundo, construído principalmente para missões de superioridade aérea. Embora a aeronave continue sendo um dos interceptadores mais capazes da Força Aérea dos EUA, espera-se que eventualmente seja substituída nessa função pelo futuro Boeing F-47, que está em desenvolvimento.

A Northrop iniciou o desenvolvimento do novo sistema de navegação em 2018 e completou uma revisão crítica de design em 2020.

A empresa testou o sistema a bordo de um Cessna Citation 560 em 2023, seguido por voos de avaliação adicionais da Força Aérea dos EUA no início de 2025.

Além do F-22, o sistema também está planejado para o Northrop Grumman E-2D Advanced Hawkeye e pode posteriormente ser integrado a outras aeronaves militares dos EUA, incluindo o Boeing P-8 Poseidon, Sikorsky CH-53K King Stallion e Northrop Grumman RQ-4 Global Hawk.