Um caça F-35B Lightning II da Royal Air Force (RAF) realizou um pouso de emergência no Aeroporto de Kagoshima, no sul do Japão, na manhã deste domingo, 10 de agosto. O piloto, que reportou um problema técnico e solicitou desvio, pousou em segurança às 11h30 (hora local). O aeroporto ficou fechado por cerca de 20 minutos até a aeronave ser removida da pista. Não houve feridos e o jato permaneceu intacto.
O incidente ocorre poucos dias após um momento histórico: pela primeira vez, caças F-35B britânicos e norte-americanos pousaram no porta-helicópteros japonês JS Kaga, convertido para operar o modelo de decolagem curta e pouso vertical.
As manobras fizeram parte de exercícios conjuntos entre o HMS Prince of Wales, da Marinha Real britânica, a Marinha dos EUA e a Força Marítima de Autodefesa do Japão (JMSDF), reforçando a interoperabilidade na região do Indo-Pacífico.

O marco veio em um período significativo para a aviação japonesa. No dia 7 de agosto, a Força Aérea de Autodefesa do Japão (JASDF) recebeu seus três primeiros F-35B, de um total de 42 encomendados. Os caças, fabricados nos Estados Unidos, serão operados a partir das bases de Nyutabaru e, futuramente, de Mageshima, além dos porta-aviões JS Izumo e JS Kaga, que passam por reformas para receber a frota.
Com 147 aeronaves previstas (105 F-35A e 42 F-35B), o Japão se tornará o segundo maior operador mundial do caça stealth, atrás apenas dos EUA. As novas aquisições fazem parte de um plano para ampliar a capacidade de defesa aérea do arquipélago e permitir operações a partir de pistas curtas e navios.
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O pouso de emergência em Kagoshima, embora chame atenção, não é incomum em aeronaves militares de ponta, que seguem protocolos de segurança rigorosos.
Como o grupo de batalha do HMS Prince of Wales permanece próximo ao Japão, é esperado que a manutenção do caça seja rápida, evitando uma repetição do caso recente de um F-35B britânico que ficou mais de um mês retido na Índia.
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