A Administração Federal de Aviação (FAA), dos EUA, anunciou na sexta-feira, 12, que irá revisar o novo sistema de alerta para a tripulação do Boeing 737 MAX 10, incluindo uma funcionalidade de ângulo de ataque sintético.
A revisão segue uma decisão do Congresso em 2022 de isentar o MAX 10 de um padrão atualizado de alerta na cabine, permitindo que a Boeing tenha mais tempo para desenvolver uma solução alternativa.
O sistema de alerta aprimorado da Boeing visa fornecer aos pilotos dados mais claros e confiáveis durante fases críticas do voo.
O Congresso exigiu que as aeronaves sejam adaptadas com melhorias de segurança dentro de três anos após a certificação do MAX 10.
A FAA também irá revisar e certificar as alterações de design que incorporam essas melhorias de segurança obrigatórias em toda a família 737 MAX.

A Boeing enfrenta atrasos na certificação do MAX 7 e MAX 10, em parte devido a problemas de descongelamento de motores. O 737 MAX 10 é a versão de maior capacidade da linha 737, acima do MAX 9, e pode acomodar até cerca de 230 passageiros em uma configuração de classe única.
Ele utiliza os mesmos motores e aviônicos que o restante da família MAX, mas adiciona um fuselagem mais longa e um design de trem de pouso revisado que proporciona à aeronave espaço suficiente durante a decolagem.
Seu tamanho a coloca próximo ao rival Airbus A321, visando oferecer mais assentos com as melhorias de eficiência de combustível introduzidas em toda a série MAX.
Em outubro, a FAA autorizou a Boeing a aumentar as taxas de produção do 737 MAX para 42 aeronaves por mês.
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