A Boeing finalmente recebeu a aprovação da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) para aumentar a produção mensal do 737 MAX para 42 aeronaves em suas instalações na área de Seattle. A decisão revoga um limite anterior de 38 unidades por mês imposto após um incidente de segurança no início de 2024.
O aumento é crucial para a Boeing, que busca melhorar o fluxo de caixa e lidar com a pressão financeira crescente, incluindo uma dívida de US$ 53 bilhões. A empresa acumulou US$ 11 bilhões em materiais para atenuar as interrupções contínuas da cadeia de suprimentos e apoiar o aumento da produção.
A aprovação da FAA segue extensas inspeções das linhas de montagem da Boeing após oincidente com o 737 MAX 9 envolvendo a Alaska Airlines, que destacou preocupações contínuas com a qualidade. O regulador restaurou parcialmente a autoridade da Boeing para emitir certificados de aeronavegabilidade para novas aeronaves 737 MAX e 787, uma função que havia sido anteriormente restrita.

A família 737 da Boeing está em produção contínua desde o final da década de 1960, mas atrasos recentes na produção e questões de segurança levaram à perda de sua posição como o jato comercial mais entregue do mundo para a série Airbus A320. A FAA havia revogado anteriormente os privilégios de auto-certificação da Boeing para o MAX em 2019 e para o 787 em 2022.
Analistas esperam que a Boeing continue sem lucratividade durante este ano, com previsões de retorno à lucratividade em 2026. O fabricante ainda não obteve a certificação para as variantes 737 MAX 7 e MAX 10, mas planeja dedicar uma linha de montagem em Everett para o MAX 10 enquanto busca expandir sua gama de produtos.
Aviação Comercial

