A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) confirmou que ainda não há decisão sobre a remoção do atual limite de produção de 38 aeronaves Boeing 737 MAX por mês. A restrição de produção foi introduzida após um tampão de porta se soltar de um 737 MAX 9 operado pela Alaska Airlines durante um voo em janeiro de 2024.
O administrador da FAA, Michael Whitaker, afirmou que a supervisão aprimorada das linhas de montagem da Boeing permanece em vigor, enquanto a agência continua a monitorar a conformidade e os padrões de segurança.
O teto de produção afeta a família 737 MAX da Boeing, que também inclui as variantes 737-7 e 737-10, que ainda aguardam certificação da FAA.

A Boeing enfrenta uma alta demanda de mercado por seus modelos 737 MAX, mas os planos da empresa para aumentar a produção mensal para 42 unidades dependem da aprovação regulatória. O CEO Kelly Ortberg indicou recentemente que a Boeing pretende solicitar formalmente o aumento da produção em breve.
A FAA está conduzindo uma revisão minuciosa, liderada por equipes de linha de frente que farão recomendações sobre se alguma alteração no limite de produção é justificada. Até agora, nenhuma recomendação para ajustar o limite foi fornecida, sugerindo que a avaliação está em andamento. Antes de qualquer aprovação, exercícios de planejamento baseados em cenários serão realizados em conjunto com a Boeing.
O oficial da FAA, Bryan Bedford, disse à Reuters que, embora a Boeing esteja implementando melhorias, a agência está aguardando mais dados antes de considerar mudanças. Bedford também destacou que a FAA está atualmente gerenciando pressões significativas de carga de trabalho, incluindo uma modernização de $12,5 bilhões do sistema de controle de tráfego aéreo dos EUA e o desenvolvimento de novas regulamentações para drones e aeronaves supersônicas.
O 737 MAX continua sendo um programa crítico para o portfólio comercial da Boeing e para clientes de companhias aéreas em todo o mundo, com produção e entregas sendo monitoradas de perto por operadores e arrendatários. O teto de produção em andamento e os atrasos na certificação podem impactar o planejamento da frota das companhias aéreas e a oferta no mercado.
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