A Força Aérea Brasileira (FAB) concluiu nesta semana uma campanha de ensaios com o caça F-39E Gripen voltada à validação do lançamento de bombas em voo. As atividades foram realizadas ao longo das últimas duas semanas na Base Aérea de Natal (RN), no âmbito da Operação Thor, e tiveram como foco a separação segura do armamento da aeronave.

Os testes avaliaram o comportamento das bombas no momento da liberação, incluindo estabilidade, previsibilidade da trajetória inicial e ausência de interferências estruturais ou aerodinâmicas no caça. Esse tipo de ensaio é considerado sensível, já que fenômenos aerodinâmicos podem ocorrer exatamente no instante da liberação do armamento.

Testes foram feitos com o Gripe 4100, que é usado no desenvolvimento da aeronave (FAB)
Testes foram feitos com o Gripe 4100, que é usado no desenvolvimento da aeronave (FAB)

Segundo o coordenador da Operação Thor, coronel aviador Alisson Henrique Vieira, a campanha permitiu avançar de forma segura no desenvolvimento das funcionalidades ar-solo do Gripen. “Tudo é minuciosamente analisado para a validação, permitindo prosseguir com segurança até a liberação para uso operacional”, afirmou.

Os voos foram realizados com a aeronave de matrícula 4100, pertencente ao Gripen Flight Test Center, em Gavião Peixoto (SP). Parte dos lançamentos foi conduzida por pilotos do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV). No estande de tiro de Maxaranguape, equipes em solo acompanharam os lançamentos, prepararam os alvos e registraram dados e imagens para análise dos pontos de impacto.

Ensaios ocorreram em Natal (FAB)
Ensaios ocorreram em Natal (FAB)

A campanha integra o processo de ampliação das capacidades operacionais do F-39 Gripen na FAB. Em 2014, a Força Aérea adquiriu 36 caças Gripen E/F, dos quais 11 já foram entregues. As aeronaves estão baseadas em Anápolis (GO).

Em 2025, o programa do Gripen no Brasil avançou em outras frentes de ensaio, incluindo disparos de canhão e o lançamento do míssil ar-ar Meteor, considerado um dos mais avançados em serviço atualmente. Os testes com bombas representam mais uma etapa antes da liberação plena das capacidades de ataque ao solo do modelo em operação pela FAB.