A Força Aérea Brasileira (FAB) oficializou nesta segunda-feira (20) a compra de 11 helicópteros UH-60L Black Hawk do Exército dos Estados Unidos, em um contrato avaliado em R$ 1,2 bilhão e firmado sem licitação. O acordo, publicado no Diário Oficial da União, prevê ainda a modernização de 13 aeronaves já em operação, totalizando 24 unidades atualizadas.

As aeronaves serão fornecidas pela norte-americana ACE Aeronautics, que também ficará responsável pela integração de novos sistemas de navegação e controle de voo.

A aquisição faz parte do programa BEST (Blackhawk Exchange Sales Team), iniciativa do Exército dos EUA voltada à venda de helicópteros revisados a países parceiros.

Segundo a FAB, os Black Hawk são empregados em missões de resgate, transporte de tropas, apoio logístico e ações humanitárias, especialmente na Amazônia e no litoral brasileiro. O contrato será conduzido pelo Parque de Material Aeronáutico de São Paulo, subordinado ao Comando da Aeronáutica e ao Ministério da Defesa.

O Black Hawk é um dos helicópteros militares mais avançados da atualidade (FAB)
O Black Hawk é um dos helicópteros militares mais avançados da atualidade (FAB)

Reforço na parceria militar Brasil–EUA

O novo acordo amplia a cooperação militar entre Brasil e Estados Unidos, que já inclui compras anteriores de mísseis, veículos blindados e sistemas de guerra eletrônica via programa FMS (Foreign Military Sales). Em maio de 2024, o governo brasileiro havia autorizado um pacote avaliado em US$ 950 milhões, com entregas previstas até 2028.

A dispensa de licitação foi classificada como inexigível, já que a ACE Aeronautics é fornecedora exclusiva autorizada pelo governo norte-americano. A decisão ocorre em meio a um cenário fiscal restrito e a negociações diplomáticas delicadas entre Brasília e Washington — especialmente diante da expectativa de um possível encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, previsto para o dia 26 de outubro, na Malásia.

Apesar das pressões orçamentárias, o Ministério da Defesa considera a aquisição estratégica para manter a frota da FAB atualizada e operacional, garantindo capacidade de resposta em missões críticas e reforçando o alinhamento técnico com forças armadas de países aliados.