Um incêndio teria atingido uma importante fábrica de aeronaves russa responsável pela produção do caça stealth Su-57, de acordo com vídeos e circulam nas redes sociais e artigos publicados por especialistas em defesa.
O incidente teria ocorrido no sábado, 11 de abril, na Fábrica de Aviação Komsomolsk-on-Amur (KnAAZ), localizada no Extremo Oriente da Rússia. A instalação é o único local de produção em série do Su-57 no país, caça de quinta geração desenvolvido pela Sukhoi sob a United Aircraft Corporation (UAC). Autoridades russas e a empresa não haviam divulgado nenhum comunicado oficial até este domimgo.
De acordo com o grupo de OSINT Cyberboroshno, o incêndio afetou a Oficina Nº 46, dedicada à fabricação de compósitos poliméricos usados na estrutura do Su-57. A unidade teria produzido cerca de 300 peças diferentes, incluindo aproximadamente 100 grandes elementos estruturais, como painéis de asa, superfícies de controle e seções de fuselagem.

Esses materiais são centrais para o design da aeronave, reduzindo peso e assinatura de radar, ao mesmo tem em que mantêm a resistência estrutural. Sua produção envolve processos especializados, como tratamento de precisão e cura em autoclave, exigindo pessoal treinado e ambientes rigorosamente controlados. Qualquer dano a equipamentos ou infraestrutura nessa área seria difícil de substituir rapidamente.
Imagens compartilhadas online mostram chamas e fumaça dentro da instalação, embora a extensão dos danos permaneça incerta. Relatos separados indicam que pelo menos parte da oficina pode ter sido gravemente afetada, potencialmente interrompendo a atividade de fabricação em andamento.
A fábrica KnAAZ também produz o caça Su-35S e o jato de ataque Su-34 nessas instalações, aeronaves que têm sido repassadas para as forças armadas russas para repor perdas na guerra na Ucrânia.

O programa Su-57 enfrenta desafios de longa data para aumentar a produção. Um contrato de 2019 prevê a entrega de 76 aeronaves até o final da década de 2020, mas a produção teria avançado lentamente, com apenas um número limitado de jatos entrando em serviço até agora. Estimativas sugerem que a produção anual permanece baixa, com apenas um punhado de aeronaves concluídas a cada ano.
Se confirmado, o dano à oficina de compósitos afetaria uma fase inicial da cadeia de produção, com consequências provavelmente se propagando pelos cronogramas de montagem final e entrega.
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