A investigação sobre o acidente com um bombardeiro furtivo B-2 Spirit, ocorrido em dezembro de 2022, concluiu que o evento foi causado por uma falha em um acoplamento hidráulico localizado no trem de pouso principal direito.

A aeronave de matrícula 90-0041 teve de realizar um pouso de emergência na Base Aérea de Whiteman, no Missouri, após apresentar sinais de mau funcionamento durante um voo de rotina.

A falha resultou em perda de pressão hidráulica, comprometendo o controle de superfícies críticas de voo e dos sistemas de pouso. Durante o procedimento de emergência, o bombardeiro saiu da pista e pegou fogo, resultando em danos estruturais graves. Embora os dois tripulantes tenham saído ilesos, o avião foi considerado perda total.

O bombardeiro B-2 acabou saindo da pista e sendo danificado seriamente (USAF)
O bombardeiro B-2 acabou saindo da pista e sendo danificado seriamente (USAF)

O relatório da Força Aérea apontou que o desgaste do componente, aliado à complexidade dos sistemas hidráulicos da aeronave, foi determinante para o acidente. O episódio destaca os desafios de manter aeronaves com tecnologia avançada e baixo índice de produção em plena capacidade operacional.

A investigação encerrou-se com recomendações para reforçar os protocolos de manutenção e inspecionar preventivamente os acoplamentos hidráulicos semelhantes nos demais bombardeiros da frota.

A porta do trem de pouso foi danificada (USAF)
A porta do trem de pouso foi danificada (USAF)

Com apenas 21 unidades produzidas e uma disponibilidade operacional já limitada, o acidente impactou significativamente a frota de B-2 da Força Aérea dos Estados Unidos. Após o incidente, o comando suspendeu temporariamente as operações do modelo para inspeções técnicas e medidas corretivas.

A perda de 2022 se somou ao acidente de 2008, que destruiu um B-2 na ilha de Guam, no Pacífico. Atualmente, a USAF opera 18 bombardeiros enquanto mantém uma célula da aeronave no solo para testes.