A FedEx Express pretende retomar os voos com sua frota de McDonnell Douglas MD-11 em maio, segundo o The Wall Street Journal.
A direção da empresa informou aos funcionários que aguarda “o procedimento final, aprovado pela FAA” necessário para recolocar o trijato cargueiro em operação.
A FedEx programou reuniões internas sobre a aeronave e planeja reintroduzir o modelo gradualmente, com pelo menos dois MD-11 previstos para voar na primeira quinzena de maio, segundo uma fonte ouvida pelo jornal.
A aeronave está praticamente parada desde o acidente de 4 de novembro de 2025 em Louisville, Kentucky, que levou à suspensão das operações do modelo enquanto autoridades avaliavam possíveis medidas de segurança.

O prazo para o retorno completo à operação ainda é incerto e depende da conclusão da análise dos procedimentos operacionais pela Federal Aviation Administration.
A FedEx é atualmente a maior operadora do MD-11, com 29 cargueiros em sua frota. A Western Global Airlines mantém uma frota menor, com cerca de 15 aeronaves, mas não informou se pretende retomar as operações.
A UPS, que era uma das principais usuárias do modelo, aposentou sua frota de MD-11 no fim de 2025, decisão confirmada no início deste ano.

O episódio reacendeu dúvidas sobre a viabilidade do MD-11 no longo prazo, um dos últimos cargueiros widebody de mais de dois motores ainda em operação. O modelo já vinha se aproximando da aposentadoria, pressionado pela concorrência de cargueiros bimotores mais novos, que oferecem menor consumo de combustível e custos operacionais reduzidos.
Desenvolvido como evolução do DC-10, o MD-11 entrou em serviço no início dos anos 1990, mas não atingiu as metas originais de desempenho e teve demanda limitada no transporte de passageiros antes de migrar quase totalmente para o segmento de carga.
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