A Federal Express (FedEx) vai prolongar a operação do cargueiro MD-11F por mais quatro anos, anunciou a empresa em documento enviado à Bolsa de Valores de Nova York.

O widebody de três motores fabricado pela McDonnell Douglas (hoje Boeing) é um dos principais aviões de carga da companhia de encomendas expressas e deveria ser aposentado até 2028.

Agora, no entanto, a FedEx prevê mantê-lo em serviço até o final de 2032. Embora não tenha explicado o motivo da mudança nos planos, entende-se que ele envolve atrasos nas entregas de novas aeronaves.

A FedEx também revelou ter exercido a opção de aquisição de oito Boeing 777F que serão entregues nos anos-calendário de 2026 e 2027. Além disso, há nove 767-300F pendentes de entrega.

Boeing 777F da Fedex
Boeing 777F da Fedex

“Essas aeronaves são significativamente mais eficientes em termos de combustível por unidade do que os tipos de aeronaves utilizados anteriormente, e essas despesas são necessárias para atingir economias operacionais significativas de longo prazo e substituir aeronaves mais antigas”, explicou a empresa.

Cinco dezenas de MD-11F ativos

Nascido como um rival do Boeing 747 e do Airbus A340, o MD-11 é uma versão maior e mais eficiente do DC-10. No entanto, apenas 200 aeronaves foram finalizadas entre 1988 e 2000. No Brasil, Varig, VASP e TAM voram com o widebody.

MD-11 PP-VOQ da Varig (Aero Icarus)
MD-11 PP-VOQ da Varig (Aero Icarus)

Logo o trijato passou a ser usado como cargueiro, papel que restou a ele desde 2014, quando o último voo de passageiros foi realizado.

Atualmente existem 51 MD-11 em serviço no mundo, além de outros 18 aviões em condições de voo, segundo o Planespotters.

A FedEx tem 25 aeronaves (22 ativas) enquanto a UPS voa com outras 29 (26 em operação) e Western Cargo, 15 trijatos, dos quais três estão em serviço.