A Força Aérea Argentina (FAA) está analisando potenciais células do Boeing KC-135R, mais conhecido como Stratotanker, para reabastecimento de seus caças Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon.
A informação partiu do Brigadeiro Gustavo Valverde, comandante da FAA, ao jornalista Nicolás Promanzio, em 1º de setembro.
Como se sabe, a FAA opera dois Lockheed Martin KC-130H Hércules, porém, segundo Valverde, estas aeronaves, que possuem capacidade para reabastecimento em voo, não atendem às características operacionais dos F-16.

O Brigadeiro Valverde confirmou que a FAA solicitou formalmente ao Foreign Military Sales (FMS) — órgão de vendas militares estrangeiras dos EUA — a aquisição de duas células de KC-135R.
O KC-130H conta com sistema probe-drogue que utiliza uma cesta com a sonda de reabastecimento, sendo essa adequada aos McDonnell Douglas A-4 Skyhawk.
Já o F-16 utiliza o sistema Highspeed Boom com sonda central que se encaixa no reabastecedor central sobre o dorso do caça americano.
Diferente do KC-137, operado antigamente pela FAB, onde foi apelidado de “Sucatão”, o KC-135 utiliza o Boom há muitos anos, sendo esse o padrão da USAF.

Já a USN (Marinha Americana) e o USMC (Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA) utilizam o sistema que era usado no KC-137 operado no Brasil.
Com a capacidade de reabastecimento em voo (“revo”), a FAA conseguirá cumprir suas missões com o F-16 sobre seu extenso território, ampliando assim enormemente as capacidades de defesa aérea do país vizinho.

Todavia, a Argentina precisará esperar pela disponibilidade de células do KC-135, visto que, no momento, nenhuma aeronave estaria disponível para transferência imediata, sendo que a Dinamarca estaria na fila também para ter um exemplar.
Valverde explicou ainda que a opção do McDonnell Douglas KC-10 não atende aos requisitos da FAA em questões de interoperacionalidade (com a USAF e forças aéreas aliadas, como o Chile) e padronização.
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