A Força Aérea dos EUA (USAF) anunciou em 23 de fevereiro um acordo de US$ 4,5 bilhões com a Northrop Grumman para aumentar a capacidade de produção anual do bombardeiro stealth B-21 Raider em 25%, o que vai acelerar as entregas da nova aeronave de ataque estratégico.

O financiamento, já previsto no orçamento do ano fiscal de 2025, será utilizado para expandir a capacidade de fabricação, em vez de alterar o número total de aeronaves planejadas. A Força Aérea continua a afirmar a necessidade de pelo menos 100 B-21.

As autoridades não divulgaram a nova taxa de produção anual, mas afirmaram que a medida tem como objetivo comprimir o cronograma de entrega, mantendo as bases de custo e desempenho existentes.

O B-21 está atualmente em fase de testes de voo, com pelo menos duas aeronaves voando da Base Aérea de Edwards, na Califórnia. Unidades de teste adicionais estão apoiando as avaliações em solo. As aeronaves operacionais iniciais devem ser entregues à Base Aérea de Ellsworth, em Dakota do Sul, em 2027.

A Northrop Grumman já monta os primeiros B-21 em fase de pré-produção em série em Palmdale, na Califórnia, à medida que o programa de desenvolvimento evolui.

A nova foto do B-21 Raider (NG)
A nova foto do B-21 Raider (NG)

O Raider é projetado como um bombardeiro penetrante de longo alcance, capaz de operar em espaço aéreo contestado. Ele substituirá partes das envelhecidas frotas de B-1B e B-2, formando um elemento central da futura arquitetura de ataque nuclear e convencional da Força Aérea.

A aceleração da produção não indica uma mudança no total de aquisições. Executivos da Northrop Grumman já afirmaram anteriormente que qualquer aumento além das 100 aeronaves planejadas exigiria uma decisão separada do Pentágono e do Congresso.

A urgência é impulsionada pelo tamanho limitado da atual frota de bombardeiros stealth dos EUA, que consiste em 20 aeronaves B-2 Spirit. Essas aeronaves foram empregadas em 2025 durante a Operação Midnight Hammer, um ataque dos EUA a instalações nucleares iranianas.

Ao mesmo tempo, os EUA reagem ao avanço militar da China, que já colocou em serviço um grande porta-aviões (Fujian) e testa várias aeronaves de 6ª geração e que podem mudar o equilíbrio de forças na região do Pacífico.