A Força Aérea dos EUA (USAF) confirmou na sexta-feira, 12, que o primeiro dos dois Boeing 747-8 “Air Force One” não será entregue até meados de 2028, estendendo mais uma vez o cronograma do programa.
O último atraso se soma a uma série de contratempos para o projeto, que é considerado essencial para a capacidade de transporte aéreo presidencial. O novo Air Force One enfrentou complicações causadas por requisitos técnicos, interrupções na cadeia de suprimentos e pressão sobre os custos.
Os custos atuais do programa ultrapassaram US$ 5 bilhões, excedendo o contrato original de US$ 3,9 bilhões concedido à Boeing em 2018 para a conversão de dois aviões 747-8 originalmente fabricados para voos comerciais. A iniciativa visa equipar os jatos com sistemas avançados de comunicação e defesa para missões presidenciais.

A Boeing relatou US$ 2,4 bilhões em encargos sobre os lucros atribuídos a esse esforço. “Nosso foco é entregar dois aviões Air Force One excepcionais para o país”, afirmou um porta-voz da Boeing à Reuters.
A atual frota do Air Force One entrou em serviço em 1990 e está se aproximando do fim de sua vida operacional. Em maio, os EUA aceitaram um Boeing 747 do Qatar, que a Casa Branca solicitou que fosse rapidamente atualizado para uso presidencial; a Força Aérea concedeu o contrato para essa reforma à L3Harris Technologies.
O ex-presidente Trump criticou publicamente a Boeing pelos atrasos, mas rejeitou a Airbus como fornecedora alternativa. A Boeing nomeou recentemente Steve Sullivan, um ex-executivo da Northrop Grumman, para liderar o programa do Air Force One.
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