A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) autorizou o início da produção do jato treinador T-7A Red Hawk, ao aprovar um contrato inicial para 14 aeronaves após a decisão Milestone C do programa.
O contrato de US$ 219 milhões com a Boeing contempla o primeiro lote de produção inicial em baixa cadência, além de peças sobressalentes, equipamentos de apoio e sistemas de treinamento. A aeronave é desenvolvida em parceria com a Saab, responsável por seções estruturais importantes, incluindo a fuselagem traseira. A aprovação é um ponto de transição para um programa que enfrentou sucessivos atrasos e desafios técnicos nos últimos anos.
O T-7A substituirá a frota de jatos Northrop T-38 Talon, em operação há mais de seis décadas. O novo avião foi projetado para preparar pilotos para aeronaves de combate de quarta, quinta e futuras gerações, incluindo caças e bombardeiros.

Em vez de avançar diretamente para a produção em larga escala, a Força Aérea adotou uma abordagem por fases, aprovando individualmente os primeiros lotes para incorporar resultados dos testes antes de aumentar o ritmo de fabricação.
O programa prevê a entrega de até 351 aeronaves e 46 simuladores em solo ao longo da próxima década para bases de treinamento sob responsabilidade do Air Education and Training Command.
O T-7A também se destaca por ter sido desenvolvido com métodos de engenharia digital, que, segundo a Força Aérea e a Boeing, visam reduzir o tempo de desenvolvimento e facilitar futuras atualizações, embora o programa tenha enfrentado problemas durante essa fase.
A capacidade operacional inicial está prevista para 2027, enquanto a Força Aérea trabalha para incorporar o novo sistema de treinamento e iniciar a substituição do T-38 em sua formação de pilotos.

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