A Boeing retomou as entregas do caça F-15EX Eagle II para a Força Aérea dos EUA (USAF) após uma longa interrupção causada por uma greve na fábrica do Missouri.

A paralisação em St. Louis, que ocorreu de 4 de agosto a 17 de novembro, suspendeu a linha de montagem do F-15EX, causando atrasos significativos no cronograma de modernização dos caças da Força Aérea. A interrupção afetou a transição planejada dos modelos antigos F-15C/D para a nova plataforma Eagle II.

A unidade 14 do F-15EX foi entregue em 19 de agosto, seguida pela unidade 15 apenas em 16 de novembro. A décima sexta aeronave chegou há menos de três semanas, demonstrando uma recuperação acelerada após a greve. “A rápida recuperação destaca a força e a dedicação da equipe conjunta do governo e da indústria”, disse a coronel Jessica Kashka, gerente do programa F-15EX.

Caça F-15EX da Força Aérea dos EUA (Boeing)
Caça F-15EX da Força Aérea dos EUA (Boeing)

O F-15EX Eagle II é central para a estratégia da Força Aérea de substituir aeronaves de combate envelhecidas e manter a prontidão operacional. “O sucesso deles garante que os combatentes da nação recebam as capacidades avançadas do F-15EX, reforçando o compromisso da Força Aérea em manter uma força pronta e letal”, acrescentou a coronel Kashka.

Greve de quatro meses

Em 13 de novembro, aproximadamente 3.200 trabalhadores da Boeing Defense ratificaram um novo contrato de cinco anos, encerrando uma greve que suspendeu a produção de aeronaves militares por mais de três meses no Missouri e em Illinois. O acordo inclui um aumento salarial acumulado de 24% e um bônus de assinatura de US$ 6.000, permitindo que os funcionários retornem e retomem o trabalho em vários programas de defesa.

Um dos F-15EX em montagem final (Boeing)
Um dos F-15EX em montagem final (Boeing)

 A greve, liderada por membros da Associação Internacional dos Operários Metalúrgicos e Trabalhadores Aeroespaciais, Distrito 837, começou após a rejeição dos termos contratuais anteriores da Boeing, principalmente em relação a salários e benefícios. O backlog de produção resultante afetou não apenas o F-15EX, mas também outros produtos de defesa da Boeing.

As instalações de defesa da Boeing na área de St. Louis servem como o principal local de fabricação do F-15EX. O Eagle II pretende substituir a frota de F-15C/D, que está em serviço desde o final da década de 1970.

 Antes da ação trabalhista, a Força Aérea vinha recebendo novas unidades do F-15EX de maneira regular como parte de sua contínua recapitalização da frota.