A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) ampliou os testes do programa Collaborative Combat Aircraft (CCA) ao validar uma arquitetura de autonomia controlada pelo governo em diferentes plataformas de aeronaves não tripuladas, reforçando a adoção de um modelo modular e aberto de aquisição.

O framework, conhecido como Autonomy Government Reference Architecture (A-GRA), está sendo integrado a aeronaves desenvolvidas pela General Atomics e pela Anduril, com softwares de autonomia fornecidos pela RTX Collins Aerospace e pela Shield AI. Testes de voo semiautônomos já estão em andamento com os modelos YFQ-42 e YFQ-44 em uma base de testes na Califórnia.

A estratégia consiste em dissociar o software de missão do hardware específico de cada fabricante, permitindo que algoritmos e atualizações possam ser aplicados em diferentes plataformas compatíveis. Segundo a Força Aérea, o objetivo é evitar dependência de um único fornecedor e acelerar a incorporação de novas capacidades.

Avião YFQ-44A
Avião YFQ-44A

A arquitetura aberta estabelece um padrão comum para sistemas de autonomia, facilitando a integração de soluções desenvolvidas tanto por grandes empresas de defesa quanto por companhias emergentes de tecnologia. O modelo busca ampliar a competição e reduzir barreiras à entrada no ecossistema industrial.

O programa CCA prevê o emprego de aeronaves não tripuladas ou semiautônomas operando ao lado de caças tripulados, atuando como multiplicadores de força em ambientes contestados. Essas plataformas deverão apoiar missões como guerra eletrônica, reconhecimento e ataque, complementando aeronaves como o F-35 e futuros sistemas de combate.

De acordo com a Força Aérea, a validação do framework em múltiplas aeronaves representa um marco na transformação dos processos de aquisição, com ênfase em rapidez, flexibilidade e atualização contínua de software. Os dados obtidos nos testes deverão orientar as próximas etapas do programa e futuras decisões sobre produção e emprego operacional das aeronaves CCA.