O Comando de Operações Especiais da Força Aérea dos EUA (AFSOC) está  conduzindo os testes do OA-1K Skyraider II, aeronave projetada para apoiar operações militares em locais remotos e de difícil acesso.

Os testes de desenvolvimento ocorrem na Base Aérea de Eglin, na Flórida, sob responsabilidade do 96º Esquadrão de Testes, em parceria com o Comando de Operações Especiais dos EUA (USSOCOM).

A aeronave, desenvolvida sobre um avião agrícola, foi projetada como uma solução custo-efetiva para missões como apoio aéreo aproximado, ataques de precisão e vigilância armada, visando atender à crescente demanda por operações em ambientes com infraestrutura limitada.

O OA-1K Skyraider II (USAF)
O OA-1K Skyraider II (USAF)

Um dos aspectos mais marcantes do Skyraider II é seu trem de pouso traseiro (tailwheel), configuração que não era vista na Força Aérea há mais de cinco décadas. Isso exigiu a criação de novas metodologias de avaliação e o treinamento de pilotos com a variante civil da aeronave, o AT-802, para garantir domínio técnico e segurança operacional.

“Houve muito trabalho envolvido, desde garantir conformidade com normas regulatórias até preparar o suporte operacional necessário para o Skyraider II”, disse o Maj. Stephen Wakefield, 96º Grupo de Operações.

O major Jacob Marsh, chefe de treinamento do grupo, destacou os desafios de pilotar o OA-1K, comparando-o à sua experiência com helicópteros UH-1N na Escola Naval de Pilotos de Teste.

“Voar o OA-1K tem sido uma experiência gratificante, exigindo um alto nível técnico todos os dias. A diversão de pilotá-lo é só um bônus do trabalho,” afirmou Marsh.

Até o momento, os testes abrangeram fatores humanos, qualidades de manobrabilidade e pousos em pistas improvisadas. As próximas etapas incluirão avaliação dos sensores de bordo e capacidade de emprego de armamentos, elementos cruciais para validar o desempenho tático da aeronave.