Funcionários da Airbus Defence estão pressionando a empresa a colocar um ponto final na parceriaa com a Dassault no programa Future Air Combat System (FCAS), à medida que as disputas entre as empresas se intensificaram ao longo de 2025.

Na segunda-feira, 10, Thomas Pretzl, presidente do Conselho Central de Trabalhadores da Airbus Defence and Space, sugeriu que a empresa deve encerrar sua parceria com a Dassault. “Queremos finalmente desenvolver e construir um bom caça novamente,” disse Pretzl.

O desenvolvimento do FCAS, avaliado em €100 bilhões, estagnou devido a desavenças públicas entre os principais contratantes, Airbus Defence e Dassault. Ambas as empresas expressaram posições divergentes sobre aspectos-chave do projeto.

Projeto do FCAS (Dassault)
Projeto do FCAS (Dassault)

A Dassault busca um papel de liderança no desenvolvimento do caça, relegando às parcerias um papel secundário. A Indra, representando a Espanha, permaneceu fora das disputas públicas.

A dimensão política adicionou mais complexidade quando uma reunião dos ministros da defesa das três nações parceiras foi adiada em função de mudanças governamentais na França. Esse atraso deixou decisões críticas do programa sem resolução.

O FCAS foi lançado como um esforço trilateral da França, Alemanha e Espanha para desenvolver um sistema de combate aéreo de próxima geração, destinado a substituir as frotas de caças atuais a partir de 2040. Acordos iniciais de cooperação foram testados pela competição industrial e interesses nacionais.

O ministro da defesa da Alemanha afirma que uma decisão sobre o futuro do programa deve ser tomada até o final do ano.