A GOL Linhas Aéreas anunciou que passará a operar aeronaves Airbus A330-900, marcando sua entrada no segmento de voos intercontinentais. A companhia prevê receber inicialmente até cinco unidades do modelo entre 2026 e 2027, o que permitirá a abertura de rotas de longo curso a partir do Brasil para a Europa e a América do Norte.
Segundo a empresa, os jatos terão capacidade para cerca de 300 passageiros e autonomia suficiente para voos de até 15 horas. A introdução do modelo também permitirá a criação de novas categorias de assentos e produtos de bordo voltados a viagens de longa duração.
A decisão de destinar as aeronaves à GOL foi tomada pelo grupo Abra, controlador da companhia, que busca ampliar a presença internacional de suas empresas aéreas. Com os novos widebodies, a estratégia é explorar mercados intercontinentais a partir do Brasil e ampliar as opções de conexão dentro da rede do grupo.
Os A330-900 também passam a integrar o plano de crescimento da empresa para os próximos anos, que prevê a expansão da frota com aeronaves mais eficientes. A GOL destacou que pretende aproveitar sinergias operacionais com outras companhias do grupo que já utilizam aviões Airbus, como a Avianca e a Wamos.
Além das aeronaves próprias, a companhia informou que utilizará uma operação em regime ACMI (Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance) com aviões da Wamos Air, também pertencente ao grupo Abra. Esse modelo permitirá ampliar a capacidade em determinadas rotas, atender picos de demanda e garantir maior flexibilidade na fase inicial da operação intercontinental.
As rotas que serão operadas com o novo modelo, bem como as datas de início das vendas, devem ser anunciadas nas próximas semanas.
O anúncio surge após tripulantes da empresa terem aprovado acordos trabalhistas que tratam da introdução de aeronaves widebody na operação da companhia. Os entendimentos firmados entre a GOL e o Sindicato Nacional dos Aeronautas estabelecem regras para treinamento, migração de pilotos e comissários e eventual uso temporário de aeronaves de outro operador durante a fase inicial do projeto.
Os documentos também preveem que as bases iniciais da nova frota sejam os aeroportos de São Paulo/Guarulhos e Rio de Janeiro/Galeão. Além disso, permitem a utilização temporária de aeronaves arrendadas com tripulação completa para garantir o início das operações e preservar slots internacionais enquanto os aviões próprios são incorporados à frota.
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