A GOL Linhas Aéreas anunciou em 13 de outubro um plano para fechar seu capital no Brasil, submetendo à assembleia geral de 4 de novembro a proposta de incorporação. O movimento ocorre no contexto da reestruturação pós-recuperação judicial e sob o controle majoritário da holding Abra.

A administração da companhia argumenta que a operação pretende simplificar estruturas societárias e reduzir custos administrativos. Caso aprovada, a Gol deixará de negociar suas ações na B3, tornando a Azul a única companhia aérea de capital aberto no país.

O plano prevê que os atuais investidores poderão optar entre sair da empresa ou migrar para a nova estrutura, tornando-se acionistas da entidade privada controlada pela Abra. O processo será conduzido por um comitê independente, responsável por negociar os termos da incorporação.

Desde a conclusão da recuperação judicial, a participação da Abra no capital da Gol aumentou de pouco mais de 50% para 80%, consolidando o controle da holding no grupo. A proposta de incorporação prevê a extinção da Gol S.A. e da Gol Investment Brasil, centralizando as operações em Gol Linhas Aéreas S.A.

Boeing 737 da NG Servicios Aereos e a pintura da GOL
Boeing 737 da NG Servicios Aereos e a pintura da GOL

A transação permitirá que os acionistas da Gol recebam ações ordinárias da GLA em troca de seus papéis atuais. A incorporação está condicionada à aprovação dos acionistas na assembleia marcada para novembro.

O fechamento de capital da Gol ocorre em meio a um ambiente desafiador para companhias aéreas brasileiras, marcado por custos elevados e competição acirrada. O desfecho do processo pode redefinir o perfil societário da empresa e influenciar estratégias de financiamento no setor.

O Grupo Abra está buscando diversificar suas atividades e lançou para isso uma nova subsidiária, a NG Servicios Aereos. Baseada no Chile, a empresa prestará serviços de voos charter e ACMI com uma frota de Boeing 737-800.