O Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que a GOL Linhas Aéreas também avalia uma encomendas de jatos Embraer E2,
A declaração foi dada após o anúncio da Latam, que fechou um pedido de 74 aeronaves E195-E2 – 24 encomendas firmes e 50 opções de compra.
Segundo Costa Filho, o Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac), que utiliza receitas de tarifas aeroportuárias e outorgas de concessões, pode ser empregado para apoiar financeiramente as companhias aéreas brasileiras na renovação ou expansão de suas frotas.
A disponibilidade desses recursos influenciou a decisão da Latam de optar pelos jatos da Embraer, segundo ele. O modelo favorito em tese seria o rival A220, da Airbus, fabricante que fornece todos os jatos de corredor único da companhia aérea chilena.

Por enquanto, apenas a Azul decidiu voar com os E-Jets brasileiros, desde sua concepção. A empresa aérea tem uma frota crescente do E195-E2, que vem substituindo a primeira geração. As aeronaves são arrendadas, mas a Azul tem um pedido firme de 51 E2 ainda pendente.
Mesma capacidade que o 737-700
A GOL, que deixou o processo de recuperação judicial (Chapter 11) no começo do ano, opera apenas jatos Boeing 737 e está atualizando sua frota com modelos MAX, mais eficientes.
A frota única é considerada um dos seus diferenciais para buscar custos mais baixos em manutenção e treinamento de tripulantes, seguindo os passados da norte-americana Southwest. Porém, o 737 é uma aeronave grande para atender alguns mercados, impedindo uma capilaridade maior na malha aérea.

Seu menor avião, o 737-700, é configurado com 138 assentos, apenas dois a mais do que a Azul disponibiliza nos seus E195-E2. Mas o jato da Embraer é mais econômico que o Boeing além de operar em pistas menores.
A Latam declarou que os novos E2 serão, inicialmente, direcionados à expansão de rotas e frequências, e não para substituir imediatamente aeronaves existentes, neste caso o Airbus A319, seu menor modelo.
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