Os pilotos da Latam iniciaram uma greve no Chile à meia-noite de 12 de novembro, após o fracasso das negociações entre o sindicato da categoria e a companhia aérea.
A paralisação ocorre após a rejeição, em 3 de novembro, da última proposta apresentada pela Latam, considerada insuficiente para atender às principais demandas dos pilotos.
O sindicato, que vinha negociando com a empresa sob mediação da Direção de Trabalho, apontou insatisfação com a falta de concessões significativas.
“É inexplicável que a direção da empresa nos tenha levado a uma greve que sempre consideramos evitável, se compararmos seus ganhos e nossas demandas trabalhistas”, afirmou Mario Troncoso, presidente do Sindicato de Pilotos.
Como resposta à greve, a Latam reprogramou alguns voos nos dias 12 e 13 de novembro, informando que menos de 10% dos passageiros com origem ou destino no Chile foram impactados pelos cancelamentos.

Os clientes afetados estão sendo notificados diretamente por e-mail sobre eventuais ajustes adicionais, válidos a partir de 14 de novembro. “Seguimos com nosso compromisso a todos os passageiros com voos programados em estas datas e com o propósito de entregar-lhes tranquilidade e o apoio necessário”, disse Paulo Miranda, vice-presidente de clientes do Latam Airlines Group, à mídia local.
A empresa aérea, a maior da América Latina, divulgou números bastante positivos até outubro. O RPK (Revenue Passenger Kilometers) atingiu uma alta de 8,5% até o mês passado enquanto o número de passageiros transportados saltou 6,7% no mesmo período.
O tráfego doméstico no Brasil se destaca, com alta de 11,9% (RPK) e 11,4% em número de passageiros.
Em nota, a LATAM afirmou que nenhum voo de e para o Brasil atingidos pela paralisação. Veja nota:
"A LATAM Airlines Brasil informa que não há voos de ou para o Brasil afetados pelos cancelamentos preventivos realizados pelo Grupo LATAM Airlines para proteger seus passageiros, em decorrência da greve do sindicato dos pilotos no Chile."
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