A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e o Ministério da Defesa da Holanda formalizaram uma parceria para desenvolver protótipos de Aeronaves de Combate Colaborativas (CCA), ampliando a participação internacional em um dos programas de aviação de combate de maior relevância do Pentágono.

O acordo permitirá que a Holanda participe do esforço norte-americano para desenvolver aeronaves autônomas projetadas para operar ao lado de caças tripulados, oferecendo o que a Força Aérea define como capacidade de combate de menor custo em conflitos futuros.

Pelo acordo, militares holandeses participarão de testes e do desenvolvimento de conceitos na Experimental Operations Unit da Base Aérea de Nellis, onde a Força Aérea aprimora conceitos operacionais para aeronaves autônomas e integração homem-máquina.

A parceria também prevê sistemas de arquitetura aberta, com objetivo de permitir que forças aliadas compartilhem dados e operem as aeronaves em conjunto durante missões de coalizão.

YFQ-44A
YFQ-44A

O anúncio ocorre enquanto a Força Aérea avança para selecionar o primeiro modelo operacional do CCA. A General Atomics oferece o YFQ-42A, enquanto a Anduril Industries disputa com o YFQ-44A.

As duas aeronaves concorrem atualmente ao contrato inicial de produção, previsto para o final de 2026.

A Northrop Grumman também desenvolve o YFQ-48A, que iniciou recentemente os ensaios em voo e deve participar de uma fase posterior do programa.

O programa CCA avançou rapidamente, já que a Força Aérea busca alternativas de menor custo para ampliar a capacidade de combate e reduzir riscos para pilotos em ambientes de alta ameaça, especialmente diante de um possível conflito envolvendo China ou Rússia.