O governo indiano deu a aprovação final para a aquisição de 97 caças Tejas Mk1A da Hindustan Aeronautics Limited (HAL) em 19 de agosto, em um contrato avaliado em aproximadamente 620 bilhões de rúpias (7,4 bilhões de dólares).

A decisão foi divulgada pela agência ANI e representa um passo importante para o avanço na produção da nova variante do caça, que visa modernizar a frota da Força Aérea Indiana (IAF).

O Tejas Mk1A é uma evolução do modelo Mk1, com cerca de 65% de conteúdo nacional, embora o motor continue sendo o GE F404, produzido pela americana GE Aerospace.

A variante incorpora melhorias técnicas significativas, como radar AESA, sistema avançado de guerra eletrônica, aviônicos atualizados e integração com armamentos nacionais e importados, incluindo os mísseis Astra e ASRAAM. A cabine foi adaptada para atender às medidas de 90% dos pilotos da IAF.

Atrasos na entrega de motores F404

A aquisição do Tejas Mk1A tem como objetivo principal substituir os caças Mikoyan MiG-21 Bison, cuja frota envelhecida está prevista para redução, com apenas 36 unidades ainda em operação no início de 2025. A entrega dos primeiros 16 Mk1A estava prevista para março de 2025, porém atrasos no fornecimento dos motores F404-IN20 pela GE Aerospace impactaram o cronograma.

Entra Tejas, sai MiG-21: a força aérea da Índia é um dos últimos operadores do caça soviético (IAF)
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Para contornar o problema, a HAL utilizou motores reservas para manter o processo de montagem ativo, tendo completado seis aeronaves até meados de 2025.

O segundo motor específico para a variante Mk1A foi entregue apenas em julho, permitindo a conclusão dos testes e certificações necessárias. A HAL mantém o compromisso de entregar 12 unidades do Tejas Mk1A no ano fiscal de 2025-2026, com a meta futura de produzir 24 caças por ano a partir de três linhas de montagem.

A Força Aérea Indiana planeja ativar três esquadrões equipados com o Tejas Mk1A até o final de 2026, consolidando a modernização da frota e reduzindo a dependência de aeronaves soviéticas antigas.

Apesar das melhorias, o Mk1A ainda não preenche integralmente a lacuna de capacidade em relação aos caças operados por rivais regionais como o Paquistão e a China. O programa continua sendo estratégico para o desenvolvimento da indústria aeroespacial indiana e para o fortalecimento da capacidade autônoma de defesa do país.