A Coreia do Sul concordou em transferir um dos seis protótipos do KF-21 Boramae para a Indonésia, sinalizando que o programa conjunto de caça entre os dois países destravou, agora que a fabricante já produz os primeiros aviões.
O repasse envolverá o quinto protótipo, um jato de assento único já utilizado em testes de voo, incluindo ensaios de reabastecimento aéreo e validação de equipamentos eletrônicos essenciais, como o radar de matriz ativa (AESA). O pacote está avaliado em cerca de 600 bilhões de won (US$ 398 milhões), correspondendo ao compromisso financeiro revisado da Indonésia com o programa.
Jacarta já pagou 536 bilhões de won e deve quitar os 64 bilhões de won restantes até junho, quando a fase de desenvolvimento do KF-21 está programada para ser concluída após mais de uma década. O acordo também inclui transferência de tecnologia, apoio a pessoal de pesquisa local e acesso a dados de desenvolvimento.

A Indonésia originalmente se comprometeu a cobrir cerca de 20% do custo de desenvolvimento do programa, estimado em aproximadamente 1,6 trilhões de won, mas atrasos nos pagamentos levaram a uma renegociação. O acordo final reduziu sua contribuição para 600 bilhões de won e diminuiu o escopo da transferência de tecnologia.
O KF-21, desenvolvido pela Korea Aerospace Industries, é o primeiro programa de caça avançado da Coreia do Sul e destina-se a substituir frotas antigas de jatos o F-4 e o F-5, ao mesmo tempo em que expande o portfólio de exportação de defesa do país. Negociações também estão em andamento sobre um pedido de 16 aeronaves de produção pela Indonésia.

A potencial aquisição ocorre enquanto a Indonésia mantém múltiplas conversas de aquisição de outros caças. O governo sinalizou interesse em expandir seu pedido de jatos Dassault Rafale e, no ano passado, anunciou um acordo envolvendo o programa de caça KAAN da Turquia. Jacarta também avaliou o J-10CE da China, que ficou em evidência no ano passado no conflito entre Paquistão e Índia.
Ao mesmo tempo, a Boeing confirmou recentemente que as discussões sobre um possível acordo para o F-15EX não estão mais ativas, apesar de um memorando de entendimento assinado em 2023, o que restringe as perspectivas do fabricante norte-americano no mercado indonésio.
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