A Indonésia continua sua saga de ‘atirar para todos os lados’ em matéria de reforçar e renovar a frota de caças da sua força aérea. O novo capítulo envolve a China.
O governo local revelou estar próximo de uma decisão para adquirir 42 caças Chengdu J-10CE, de acordo com declarações do Ministro da Defesa, Sjafrie Sjamsoeddin, que indicou que as aeronaves devem operar no país em um futuro próximo.
A aquisição tornaria a Indonésia o primeiro país do Sudeste Asiático a operar o J-10CE, que atualmente está em serviço apenas com a China e o Paquistão. A decisão final sobre a aquisição ainda não foi tomada.

A possível compra do J-10C, um caça que virou celebridade após derrubar um Rafale indiano, faz parte da estratégia da Indonésia de diversificar sua frota. O interesse de Jacarta pelo caça construído na China está em discussão desde maio, quando o chefe da força aérea confirmou que o modelo estava sendo considerado.
No entanto, os sinais ambíguos do governo tem criado incredulidade já que ora ele diz apostar numa parceria, ora em outra.
Originalmente, o plano era ser parceiro da Coreia do Sul no caça KF-21, de geração 4.5, mas a Indonésia não cumpriu sua parte financeira no acordo e ainda foi acusada de espionagem industrial. Embora ainda reafirme que tem interesse no Boramae, é difícil crer que isso irá se materializar.

Em meio a esse impasse, a Indonésia afirmou desejar mais jatos Rafale da Dassault, dos quais deve receber os primeiros exemplares em breve.
Tudo isso ocorreu após o presidente Prabowo Subianto ter assinado um memorando com a Boeing para 24 jatos F-15EX em 2023, mas as perspectivas para esse acordo permanecem incertas.
Em julho, mais uma reviravolta: integrantes do governo foram até a Turquia assinar a entrada do país no programa KAAN da Turkish Aerospace, um caça furtivo que até aqui só tem um protótipo em voo e que está desatualizado em relação ao desenvolvimento do projeto.
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