O Irã voltou a contornar a proibição de receber aeronaves do Ocidente após a chegada ao país de cinco Boeing 777-200ER nos últimos dias.
Como em outros casos similares, os jatos passaram por um tortuoso processo de venda, troca de matrículas até o voo clandestino.
Registros do FlightRadar24 mostram que um dos 777 decolou do Camboja e voou até o Afeganistão, quando teve o transponder desligado para evitar o rastreamento.
Os cinco jatos haviam sido entregues a partir de 2001 para a Singapore Airlines, onde operaram até 2019, sendo então repassados para a subsidiária NokScoot, das Tailândia.

Os aviões ficaram estocados em vários aeroportos, à espera de um destino até que em maio foram reativados para serem vendidos ilegalmente ao governo iraniano.
Primeiros 777 iranianos
Segundo relatos, os cinco Boeing 777-200ER serão repassados para a estatal Mahan Air, controvertida companhia aérea que é acusada pelos EUA de ser usada para transportar armas para terroristas.
Foi da Mahan Air o Boeing 747 apreendido na Argentina, então a serviço de uma empresa venezuelana. A aeronave foi levada mais tarde pelos EUA e desmanchada na Flórida.

A operação do 777 pelo Irã é algo inédito. As companhias aéreas do país não chegaram a receber nenhum widebody do tipo antes das sanções, preferindo os jatos da Airbus.
Em abril, dois A330-200 encomendados originalmente pela Hong Kong Air voaram do Omã para Teerã a fim de serem incorporados pela Iran Air.
Assim como na semana passada, as autoridades falharam em impedir os voos ilegais.
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