A Japan Airlines está avaliando novas opções de aeronaves para suas operações regionais enquanto considera a futura composição de suas frotas doméstica e internacional. A medida pode beneficiar a Embraer.
A companhia aérea afirmou que a decisão sobre quais modelos substituirão os jatos regionais existentes dependerá das tendências de demanda futura.
Atualmente, a J-Air, uma subsidiária da JAL, opera uma frota de jatos Embraer E-Jets de primeira geração. A frota regional do grupo também inclui 32 E-Jets, 13 turbopropulsores ATR 42, 2 aeronaves ATR 72 e 5 De Havilland Dash 8-400, de acordo com a Flight Global.
A JAL projeta que até 2030, cerca de dois terços de sua frota doméstica será composta por aeronaves menores. Um dos motivos seria a redução da população do país, uma tendência que até hoje não foi resolvida.
A estratégia da frota doméstica da JAL prevê um aumento na proporção de grandes aeronaves de 19% para 24% até 2030, enquanto a participação de aeronaves de médio porte deve cair de 19% para 13%. Para rotas internacionais, a JAL planeja encerrar as operações com aeronaves de fuselagem estreita dentro do mesmo período.

Exemplo da ANA?
A JAL pode enfrentar uma situação semelhante à de sua rival, All Nippon Airways (ANA), que recentemente assinou acordo para adquirir até 20 jatos Embraer E190-E2.
A ANA havia solicitado anteriormente o Mitsubishi SpaceJet, mas o programa foi descontinuado, forçando a companhia a buscar aeronaves alternativas para suas necessidades regionais.
No segmento de turbopropulsores, apenas a ATR continua a produzir novas aeronaves, enquanto a linha de montagem do Dash 8 foi encerrada.
A Deutsche Aircraft está introduzindo o D328Eco, de 40 assentos, mas espera-se que o turbopropulsores leve algum tempo para entrar em operação e tenha capacidade limitada.
Aviação Comercial

