Pela primeira vez, os jatos Airbus A330-900 que hoje voam com a Azul apareceram no sistema da ANAC como associados à GOL Linhas Aéreas.
O Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) passou a se referir a sete aeronaves que voam com a empresa aérea fundada por David Neeleman como jatos com novo registro da rival.
São os A330neo de matrículas PS-WGA (MSN 1876 e atual registro PR-ANZ), PS-WGC (MSN 1895, PR-ANY), PS-WGD (MSN 1924, PR-ANX), PS-WGE (MSN 1934, PR-ANW), PS-WGF (MSN 1952, PR-ANV), PS-WGG (MSN 1901, PR-ANB) e PS-WGH (MSN 1903, PR-ANC).
As aeronaves pertencem à arrendadora Avolon, que havia fechado um contrato de leasing com o Grupo Abra, dono da GOL, e que foi a empresa que assinou o acordo no ano passado.
Até então, havia diversas evidências que os Airbus poderiam ser repassados para a GOL já que a Azul, em recuperação judicial, teria acordado em devolvê-los, mas rumores recentes indicavam que a empresa poderia tentar retê-los.

A GOL, por sua vez, já deu várias pistas do projeto de lançar voos de longo curso com widebodies. Além de uma pesquisa com clientes sugerindo voos para a Europa, a empresa solicitou slots em aeroportos em Lisboa, Porto, Paris, Londres, Miami e Nova York a partir de Guarulhos.
Como a maior parte dessas rotas não é viável com seus Boeing 737 MAX, a necessidade de um avião de grande porte era óbvia.
Os pedidos de slots em Guarulhos, inclusive, traziam a mesma capacidade de passageiros do A330-900 da Azul, a despeito de aparecerem como jatos “A330-300”.
Agora, espera-se que a GOL finalmente anuncie os planos de expandir sua atuação internacional no ano em que completou 25 anos.
Para a Azul, a saída dos A330-900 será um duro golpe, mas a empresa está se reorganizando e deve manter suas rotas para o hemisfério norte com os A330-200 enquanto espera-se que receba alguns A330neo novos de fábrica.
Aviação Comercial

