A Justiça concedeu à Voepass um prazo adicional de 180 dias para que a empresa não sofra cobranças de credores enquanto segue em recuperação judicial, revelou o portal G1.
A decisão ocorre após a companhia aérea ter seu Certificado de Operador Aéreo (COA) cassado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) devido a falhas graves nos procedimentos operacionais. Durante esse período, a Voepass tentará negociar 92 slots avaliados em R$ 182 milhões, com o objetivo de quitar parte de suas dívidas.
Alterações no controle societário foram implementadas recentemente, tornando a MAP Transportes Aéreos a nova controladora das operações. A empresa aérea que operava na região amazônica havia sido adquirida pela Voepass anos atrás.
A medida pretende facilitar a reestruturação financeira e operacional da empresa, que enfrenta dificuldades desde o acidente com um ATR 72 sobre Vinhedo ocorrido em agosto de 2024, que resultou na morte de 62 pessoas. O acidente aprofundou a crise financeira e culminou em sanções regulatórias.

A Voepass, anteriormente conhecida como Passaredo, operava voos para 16 destinos e chegou a ser uma das maiores companhias aéreas regionais do Brasil. Após o acidente, a ANAC suspendeu as operações da empresa em março de 2024, alegando descumprimento de requisitos de segurança. Em 24 de outubro, a agência cassou definitivamente o COA da companhia.
Além da negociação dos slots, a Voepass propôs uma ação judicial para evitar a redistribuição desses ativos pela ANAC, mas o pedido ainda não foi avaliado pela Justiça. O plano de recuperação judicial será discutido em assembleia de credores marcada para outubro.
A suspensão das operações da Passaredo ocorreu em março, após o agravamento da crise após o acidente de agosto. A cassação do COA, em junho, encerrou oficialmente as atividades como companhia aérea, determinando a necessidade de reestruturação e venda de ativos para pagamento de credores.
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