A LATAM Airlines e o sindicato dos pilotos do Chile chegaram a um acordo que encerrou a greve da categoria nesta quarta-feira, 19, após uma semana de problemas. Segundo a empresa, isso permitirá a retomada das operações normais da companhia a partir de 25 de novembro.
O acordo foi alcançado após negociações que buscaram equilibrar a sustentabilidade da empresa com condições de trabalho competitivas para os pilotos baseados no Chile. A LATAM informou que os cancelamentos anunciados até 24 de novembro permanecem em vigor, com retomada total das operações no dia seguinte.
“Apesar de todos os nossos esforços, lamentamos profundamente o impacto que esta greve possa ter gerado a alguns de nossos passageiros. Ao mesmo tempo, agradecemos o empenho de todas as equipes que trabalharam durante esses dias para proteger os passageiros”, afirmou Paulo Miranda, vice-presidente de Clientes do Grupo LATAM Airlines.
A companhia informou que notificará proativamente os passageiros afetados por meio de seus canais oficiais, caso haja alterações nos voos previamente programados. A LATAM Airlines Brasil destacou que não houve voos de ou para o Brasil afetados pelos cancelamentos preventivos.
Os pilotos da divisão chilena iniciaram a paralisação à meia-noite de 12 de novembro, após o fracasso das negociações entre o sindicato da categoria e a companhia aérea.
A paralisação ocorreu após a rejeição, em 3 de novembro, da última proposta apresentada pela Latam, considerada insuficiente para atender às principais demandas dos pilotos.
O sindicato, que vinha negociando com a empresa sob mediação da Direção de Trabalho, apontou insatisfação com a falta de concessões significativas.
“É inexplicável que a direção da empresa nos tenha levado a uma greve que sempre consideramos evitável, se compararmos seus ganhos e nossas demandas trabalhistas”, afirmou na semana passada Mario Troncoso, presidente do Sindicato de Pilotos.
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