A Latam não confirmou a retomada dos voos entre Bogotá e Caracas, mas afirmou que poderá voltar a operar a rota caso haja garantias adequadas de segurança. As declarações foram dadas por Roberto Alvo, CEO do Grupo Latam, ao site Reportur.
Segundo o executivo, qualquer decisão de retorno está diretamente condicionada ao ambiente operacional na Venezuela. “Para retomar voos, o pilar principal é a segurança dos nossos passageiros e das nossas equipes”, afirmou Alvo ao veículo especializado em turismo e aviação.
As operações na rota Bogotá–Caracas foram suspensas em 22 de novembro, em meio a preocupações com segurança e após a autoridade venezuelana revogar os permissos de operação de companhias aéreas que haviam interrompido seus serviços no país.
Antes da suspensão, a Latam operava quatro frequências semanais entre Bogotá e Caracas. Segundo o executivo, a companhia avalia não apenas a retomada, mas também uma eventual ampliação da oferta, desde que o cenário permita uma operação segura e estável.
Alvo também destacou desafios estruturais na Colômbia, especialmente no aeroporto de Bogotá, que enfrenta saturação de capacidade. O tema faz parte de um contexto mais amplo de crescimento da malha internacional do grupo.

Recentemente, a Latam anunciou a abertura de cinco novos destinos internacionais: Amsterdã, Bruxelas e Cidade do Cabo a partir de São Paulo, além de Aruba e Curaçao com voos partindo de Bogotá. A estratégia, segundo a empresa, busca fortalecer a presença internacional do grupo, buscando em mercados considerados prioritários.
A Latam tem adotado uma postura cautelosa em mercados de maior risco operacional, priorizando rotas com demanda consistente e maior previsibilidade regulatória.
A frota do grupo é composta majoritariamente por aeronaves da família Airbus A320, usadas em rotas regionais, e Boeing 787, empregadas em voos de longo curso. A empresa aérea, no entanto, receberá 12 jatos Embraer E195-E2 com 136 assentos a partir do segundo semestre.
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