A TAP Air Portugal reportou um lucro líquido de 4,1 milhões de euros (cerca de R$ 23,8 milhões) em 2025, uma queda acentuada em relação aos 53,7 milhões de euros no ano anterior, após um ajuste contábil único relacionado a impostos afetar o resultado final.
O impacto veio de uma reavaliação de 42 milhões de euros de ativos fiscais diferidos após uma redução na alíquota do imposto corporativo em Portugal. Sem esse efeito, a companhia afirmou que seu desempenho teria permanecido amplamente alinhado com os anos anteriores.
Mesmo com o lucro menor, a TAP permaneceu no azul pelo quarto ano consecutivo, continuando sua recuperação após o processo de reestruturação que se seguiu à crise da COVID-19.
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A receita aumentou 1,2%, totalizando 4,31 bilhões de euros, apoiada pelo maior tráfego de passageiros. A companhia transportou 16,7 milhões de passageiros, um aumento de 3,4% em relação ao ano anterior, enquanto o fator de ocupação subiu para 84,2%.
A demanda permaneceu sólida em grande parte da rede, especialmente no segundo semestre do ano, embora o mercado norte-americano tenha apresentado tendências mais fracas e uma concorrência mais acirrada, o que pressionou as tarifas.
O setor de manutenção foi um dos principais contribuintes para o crescimento da receita, com um aumento superior a 10%, enquanto a receita de passageiros teve um aumento menor.
Os custos cresceram à medida que as operações se expandiram, com aumento nos gastos com pessoal, serviços aeroportuários e depreciação de aeronaves. A queda nos preços dos combustíveis ajudou a compensar parte desse aumento.

A TAP afirmou que as tendências de reservas permanecem positivas e espera que a demanda suporte fatores de ocupação mais altos e melhoria nos rendimentos de passagens, mesmo com o crescimento da capacidade.
Como parte de sua estratégia de rede, a companhia planeja adicionar dois novos destinos no Brasil, aumentando sua presença no país para 15 rotas. Também está expandindo operações no Porto, incluindo novas rotas e o desenvolvimento de uma instalação de manutenção.
Os resultados surgem enquanto o governo português avança com a venda de uma participação de 44,9% na TAP, com mais 5% reservados para os funcionários. A Air France-KLM e o Grupo Lufthansa apresentaram ofertas não vinculativas no início de abril, enquanto o International Airlines Group (IAG) se retirou do processo. Uma decisão sobre o investidor preferencial é esperada para meados de 2026.
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