O Grupo Lufthansa declarou formalmente sua intenção de participar da privatização da TAP Air Portugal, almejando uma participação minoritária na companhia aérea portuguesa.

Nota da companhia aérea alemã nesta quinta-feira, 20, afirma que ela busca uma parceria de longo prazo com a TAP para garantir o futuro da companhia e reforçar seu papel no mercado nacional.

Um acordo de cooperação teria como foco melhorar a conectividade global de Portugal e manter a identidade portuguesa da TAP, disse a empresa.

“O Grupo Lufthansa apoia o processo de privatização do governo português. Nosso objetivo é fortalecer a conectividade global de Portugal, preservar a identidade portuguesa da TAP e garantir o crescimento sustentável da companhia”, disse Carsten Spohr, CEO da empresa.

Carsten Spohr, chefão da Lufthansa: paciência no limite (Lufthansa)
Carsten Spohr, chefão da Lufthansa: paciência no limite (Lufthansa)

As companhias aéreas do Grupo Lufthansa atualmente operam mais de 280 voos semanais de e para Portugal e mantêm presença no país há mais de 70 anos. A companhia emprega mais de 400 profissionais qualificados localmente, com planos de expandir seu quadro de funcionários para 1.000 até 2030, após o desenvolvimento de uma nova instalação da Lufthansa Technik próxima ao Porto.

Uma parceria consolidaria ainda mais a posição de Lisboa como um hub atlântico dentro da rede do Grupo Lufthansa.

Concorrência forte

A concorrência por uma participação na TAP Air Portugal deve incluir outros fortes concorrentes. A Air France-KLM anunciou recentemente sua intenção de participar da privatização parcial da TAP Air Portugal durante a apresentação dos resultados do terceiro trimestre em Paris.

Benjamin Smith, CEO do grupo Air France-KLM, afirmou que o grupo tem a intenção clara de participar da próxima fase do processo iniciado pelo governo português. “Apresentaremos nossa carta de intenção formal no final deste mês”, disse Smith.

O governo português aprovou uma legislação regulando a privatização da TAP, que estipula que o Estado manterá uma participação de 50,1%, com até 44,9% disponível para um investidor privado e 5% reservado para os funcionários.