O Grupo Lufthansa anunciou planos para reduzir sua força de trabalho em 4.000 funcionários em suas subsidiárias Swiss, Austrian Airlines e Brussels Airlines até 2030. A medida faz parte de um programa mais amplo de reestruturação que visa uma margem de lucro operacional ajustada de 8% a 10% até 2028.
Atualmente empregando cerca de 103.000 pessoas, o grupo reportou um lucro operacional de €1,6 bilhão, apesar das persistentes pressões inflacionárias.
As reduções de pessoal têm como objetivo aumentar a eficiência operacional, notavelmente por meio da expansão de iniciativas de digitalização e automação.
O anúncio teve um impacto imediato nos mercados financeiros, com as ações da Lufthansa subindo 2%. O CEO Carsten Spohr reconheceu que o grupo está atrás de concorrentes em desempenho financeiro, reforçando a necessidade de reestruturação.

Como parte do plano, a Lufthansa também pretende contratar 1.500 funcionários administrativos em escritórios internacionais, indicando uma mudança na alocação da força de trabalho, em vez de uma redução generalizada. O grupo também planeja adicionar mais de 230 novas aeronaves à sua frota até 2030, sugerindo um investimento contínuo em sua capacidade operacional.
As demissões geraram críticas de sindicatos, incluindo o Verdi, que citaram preocupações sobre pressões fiscais e ambientais. Enquanto isso, o sindicato dos pilotos está realizando uma votação sobre possíveis ações industriais relacionadas às reformas de pensões, após sete rodadas de negociações sem sucesso.
Os próximos passos para a Lufthansa envolvem a continuação das negociações com os sindicatos e a execução de seu programa de eficiência, enquanto monitoram os potenciais impactos de mercado e operacionais das mudanças na força de trabalho e na expansão da frota.
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