A Lufthansa anunciou novos atrasos na certificação e entrega de seus Boeing 787-9 Dreamliner devido à paralisação atual do governo dos EUA, impactando diretamente as operações em seu hub de Frankfurt a partir do final de outubro.
A companhia aérea não pode vender certos bilhetes da classe executiva nesses aviões até que a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) conceda as aprovações necessárias. Alguns assentos na nova cabine Allegris estão bloqueados para venda, limitando o acesso às suas classes tarifárias mais altas até pelo menos o final do ano.
O CEO da Lufthansa, Carsten Spohr, destacou que esse revés afeta a estratégia da companhia para modernizar sua frota de jatos de longa distância. Os 787-9 fazem parte de um plano mais amplo para adicionar 100 novas aeronaves de fuselagem larga até 2030, com aproximadamente metade delas baseadas em Frankfurt.

A primeira aeronave 787-9 com a cabine Allegris, nomeada ‘Frankfurt am Main’, entrou em operação regular na rota Frankfurt–Toronto em outubro. Destinos como Rio de Janeiro e Austin devem ser adicionados ao cronograma da companhia aérea.
O modelo 787-9 oferece redução no consumo de combustível e emissões de CO2 mais baixas em comparação com tipos de aeronaves anteriores. A Lufthansa estima o uso médio de combustível em 2,5 litros de querosene por passageiro a cada 100 quilômetros, com uma redução de 25% nas emissões de carbono.
A Lufthansa e a cidade de Frankfurt têm uma história de 65 anos de parcerias oficiais de nomeação de aeronaves. Sete aeronaves receberam o nome ‘Frankfurt’, incluindo o primeiro Airbus A380 da companhia e, historicamente, um Boeing 707 em 1960.
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