O fim da era do A340-600 na Lufthansa pode começar a ocorrer após o Natal. É o que afirmou o CEO da empresa aérea alemã, Carsten Spohr, em entrevista coletiva na quinta-feira.
Segundo ele, tudo depende da Boeing cumprir a promessa de entregar 10 novos 787-9 Dreamliner a partir de setembro. Com os novos e eficientes widebodies, será possível retirar os quadrimotores gradualmente a partir do final do ano.
Atualmente, há seis A340-600 em serviço, aeronaves que faziam parte de uma frota mais ampla, de 17 jatos que havia sido aposentada em 2020.
Mas os atrasos na produção de novos aviões comerciais obrigou a Lufthansa a retorná-los à ativa diante da demanda crescente. Hoje voam de Frankfurt para destinos como Boston, Hong Kong e Riad.

Com quatro classes de serviço, o A340-600 pode levar até 281 passageiros, mas é uma aeronave cara de operar. Embora possuam um bom alcance, de 12.900 km, eles têm um peso máximo de decolagem de 368 toneladas.
Como comparação, o Boeing 787-9 pode levar 294 passageiros em voos mais longos, com mais de 14.000 km e pesando apenas 253 toneladas carregado.
No entanto, a Lufthansa depende da Boeing conseguir dar vazão à produção do widebody. Até o momento, há apenas cinco 787 Dreamliners em sua frota, todos recebidos em 2023.
A transportadora ainda está aguardando a certificação dos assentos da sua nova classe executiva pela FAA. Se esse processo se arrastar, então pode ser que veremos os compridos A340-600 (75 metros de comprimento) voando por aí por mais algum tempo.
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