A Lufthansa anunciou nesta quinta-feira, 16, uma série de cortes na frota e na capacidade para conter o aumento de custos impulsionado pelos preços mais altos dos combustíveis e pressões operacionais, incluindo o fechamento da  Lufthansa CityLine já a partir desta sexta-feira, 17.

A subsidiária opera uma frota de 27 aeronaves, sendo 23 jatos regionais Bombardier CRJ900, além de aeronaves Airbus A319 e A321. A Lufthansa afirmou que a medida visa interromper as perdas na unidade, cujas aeronaves estão associadas a custos operacionais mais altos e, no caso dos CRJs, a uma vida útil restante limitada.

A reestruturação se estende às aeronaves de longo alcance. A Lufthansa aposentará quatro aeronaves Airbus A340-600 restantes em outubro, encerrando a presença do modelo na frota, enquanto dois Boeing 747-400 serão aposentadas a partir de dezembro. A companhia já indicou que os 747-400 restantes devem deixar o serviço em 2027.

A340-600 da Lufthansa
A340-600 da Lufthansa

Além disso, o grupo pretende antecipar a chegada de aviões novos e pretende acelerar o repasse de Airbus A350-900 para a Discover Airlines, de acordo com seu planejamento de frota.

Além dos tipos individuais de aeronaves, a Lufthansa também está reduzindo a capacidade total. O grupo planeja cortes adicionais equivalentes a cinco aeronaves dentro de sua rede principal de voos de curta e média distância durante o cronograma de inverno 2026/27, concentrando operações em seus principais hubs.

As medidas visam reduzir a exposição ao combustível em um momento em que os preços do querosene mais que dobraram em comparação com os níveis pré-conflito, impulsionados pela escalada envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã.

Embora a Lufthansa tenha cerca de 80% de suas necessidades de combustível garantidas com contratos de longo prazo, a parte restante adquirida a preços de mercado se tornou significativamente mais cara. Ao reduzir voos e remover aeronaves menos eficientes, a companhia espera diminuir essa necessidade de combustível não protegida.

Boeing 747-400 da Lufthansa (Divulgação)
Boeing 747-400 da Lufthansa (Divulgação)

O plano também inclui controles de custos, como limites na contratação, reduções nos gastos com eventos internos e serviços de consultoria, e a continuidade de uma meta para eliminar 4.000 empregos em todo o grupo até 2030.

A Lufthansa afirmou que está trabalhando para oferecer funções alternativas dentro do grupo para os funcionários afetados e começará negociações sobre um plano social. A empresa tem enfrentado seguidas greves nas últimas semanas, que ocorrem em meio às comemorações pelos 100 anos de sua fundação.