A Lufthansa planeja vender dois de seus jatos Boeing 747-8, que fariam a frota encolher de 19 para 17 unidades até o terceiro trimestre de 2026, de acordo com relatos. As aeronaves, registradas como D-ABYD e D-ABYG, estão programadas para deixar o serviço em janeiro e durante o ano, respectivamente.

A decisão estaria ligada ao interesse da Força Aérea dos EUA (USAF), que busca soluções provisórias diante dos atrasos na entrega de novos aviões presidenciais baseados na plataforma 747-8. A transação é incomum para grandes aeronaves comerciais dessa idade e tipo.

A Lufthansa é uma das três companhias aéreas que ainda operam o 747-8 para serviços de passageiros. A decisão da empresa de seguir com essa venda sugere uma transação específica, em vez de uma resposta a renovação rotineira da frota ou pressões de mercado.

Boeing 747-8 D-ABYD da Lufthansa
Boeing 747-8 D-ABYD da Lufthansa

Os dois 747-8 estão em operação há 13 e 12 anos, respectivamente, o que é relativamente novo para aeronaves comerciais de fuselagem larga. A transferência para um operador governamental difere das aposentadorias padrão de mercado ou colocações em mercado secundário.

A Força Aérea dos EUA continua enfrentando atrasos na entrega de seus novos jatos de presidenciais VC-25B, com os prazos de entrega adiados para 2028. Como resultado, a busca por 747-8 disponíveis entre operadores comerciais se tornou uma consideração prática para uso governamental provisório.

Para a Lufthansa, perder duas grandes aeronaves de fuselagem larga também é incomum neste momento, já que a companhia aérea está sob pressão devido à alta demanda por voos de longa distância.

Ao mesmo tempo, os atrasos na produção de aeronaves como o Airbus A350 e os Boeing 787 Dreamliner e 777X levaram a companhia alemã a manter aeronaves menos eficientes, como o A340 e o 747, em operação por mais tempo.