As mulheres no quadro de pilotos da ‘Força Aérea de Autodefesa do Japão’ foram liberadas para participarem dos grupos de caça, informou nesta quarta-feira (11) o ministro de Defesa japonês, Gen Nakatani, a rede de televisão pública NHK. Até então, as “pilotas” japonesas podiam voar apenas em aeronaves de transporte e patrulha.

Nakatani afirmou que a decisão “é baseada na política do governo para promover a igualdade de gênero no local de trabalho”. O plano será formalizado até o final deste semana, informou o ministro, e as mulheres estarão então liberadas para se inscrever nos programas de caças da força aérea japonesa.

A primeiras pilotos de caça do Japão devem voar dentro de três anos, tempo que dura o treinamento para se tornar comandante dos caças F-4 ‘Phanton’ e F-15 ‘Eagle’, uma das aeronaves militares mais rápidas e armadas da atualidade.

Como explicou o ministro, as mulheres não integravam os grupos de caça do Japão devido às pesadas “forças G” que o corpo de um piloto sofre nesse tipo de aeronave. Esse conceito, no entanto, vem caindo por terra nos últimos anos com a formação de “caçadoras” em diversos países, como nos Estados Unidos, exemplo citado por Nakatani.

Indianas também vão à "caça"

O governo da Índia também liberou as mulheres pilotos de sua força aérea para comandar jatos de combate, informou o comando aeronáutico do país no último domingo (8) em comunicado à agências internacionais. Como no Japão, comandantes indianas tinham permissão para pilotar somente aeronaves e helicópteros de transporte.

Arup Raha, marechal da Força Aérea da Índia, atualmente uma das mais armadas do mundo, informou que as primeiras mulheres deverão pilotar os caças entre dois e três anos.

O anúncio vem apenas um ano depois de Raha recusar a possibilidade de mulheres assumirem esse papel da força aérea, citando que que pilotos do sexo feminino eram "impróprias" para comandar aviões de caça por longos períodos.

A Índia é um dos maiores operadores do temível caça russo Sukhoi Su-30 (Divulgação)
A Índia é um dos maiores operadores do temível caça russo Sukhoi Su-30 (Divulgação)

A Índia é um dos maiores operadores do temível caça russo Sukhoi Su-30 (Divulgação)

A Índia, no entanto, está enfrentando uma escassez de pilotos, ao mesmo tempo em que moderniza sua frota de caças. "Nosso esquadrão já está aquém do que foi autorizado e, além disso, a insuficiência do número de pilotos disponíveis deteriora ainda mais as nossas capacidades operacionais”, afirmou Raha à Reuters.

Como o ministro japonês, o marechal indiano também citou o exemplo de outros países que empregam mulheres no comando de caças, como EUA, Israel e o Paquistão, maior ríval da Índia e com quem já travou inúmeros combates, inclusive nos céus.

Na Índia, as pilotos mulheres terão a disposição um variado leque de caças para comandar. A força aérea indiana opera os modelos Sukhoi Su-30, MiG-21 e MiG-29, Mirage 200 e Sapecat Jaguar. Em qual as senhoritas vão querer voar?

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