A companhia aérea Azul balançou o mundo da aviação comercial nesta sexta-feira (1/4). A empresa anunciou o retorno do jato supersônico Concorde, aposentado na Europa em 2003. Com capacidade para até 120 passageiros, a aeronave alcança a velocidade máxima de 2.200 km/h, o que vai permitir ligar São Paulo ao Rio de Janeiro em apenas 15 minutos.
Com cinco unidades encomendadas, a empresa planeja receber o primeiro equipamento já nos próximos dias e dar início aos voos regulares em junho, quando fará evento de lançamento no aeroporto de Viracopos, em Campinas.
Inicialmente, o novo Concorde da Azul será operado a partir dos aeroportos de Viracopos e Congonhas, com voos para Marília, Araçatuba, Montes Claros, Passo Fundo, Belo Horizonte (Confins), Rio de Janeiro (Santos Dumont) e Recife.
Segundo Antonoaldo Neves, presidente da Azul, a novidade é um marco na história da aviação mundial e será um divisor de águas no setor. “Traremos mais dinamismo às viagens de curta e longa distância dentro do país, já que o Concorde é a aeronave comercial mais rápida do mundo. Elas serão equipadas com modernas e confortáveis poltronas em uma cabine de classe única. O serviço e entretenimento de bordo ainda estão em fase de planejamento, mas a ideia é que não haja muitas opções, uma vez que os voos serão muito curtos”, afirma Neves.
A Azul ainda aguarda autorização dos órgãos reguladores para operar os novos voos, assim como o certificado para operar as novas aeronaves. Em breve, a companhia divulgará mais detalhes sobre essa operação...

O Concorde da Azul transporta até 120 passageiros (Azul)
Peça de museu
Se você chegou até essa parte do texto e acreditou em tudo, experimente ver que dia é hoje... O Concorde operou comercialmente entre 1976 até 2003 e durante toda sua trajetória foi utilizado somente por duas companhias: Air France e British Airways.
Curiosamente, a primeira empresa que encomendou o jato supersônico foi a Panair do Brasil. Entretanto, a companhia acabou falindo antes de concluir a negociação pelas aeronaves.
Após o acidente com um Concorde da Air France, em julho do ano 2000, a aeronave passou a ser questionada, tanto pela segurança como pelo alto consumo de combustível. Uma versão melhorada foi desenvolvida, mas não foi suficiente para estender a vida do avião. Todos os aparelhos remanescentes foram desativados em 2003. Foram fabricados apenas 20 unidades.
Veja mais: Richard Branson investe em jato comercial supersônico
Aviação Comercial

