O novo chefe de aeronaves comerciais da Airbus, Lars Wagner, indicou que estabilizar e aumentar a produção será sua prioridade imediata, ao mesmo tempo em que sinalizou apoio a uma versão maior do jato A220 durante sua primeira aparição pública desde que assumiu o cargo, segundo a Reuters.
Falando na conferência Airline Economics em Dublin, Wagner, que assumiu como CEO da divisão de aeronaves comerciais da Airbus em 1º de janeiro, afirmou que as restrições na cadeia de suprimentos continuam a impactar a produção enquanto o fabricante trabalha para aumentar as taxas de produção.
A Airbus tem enfrentado dificuldades para atingir sua meta de 75 aeronaves da família A320 por mês e está aumentando gradualmente a produção de aeronaves de fuselagem larga, incluindo o A350.

Siga o AIRWAY nas redes: WhatsApp | Telegram | Facebook | LinkedIn | Youtube | Instagram | Twitter
Wagner disse que abordar os desafios de aumento de produção em todo o sistema industrial é sua primeira tarefa, observando que as pressões de produção se estendem além da Airbus, alcançando fornecedores e fabricantes de motores.
Ele também destacou a durabilidade dos motores como uma questão chave para o desenvolvimento futuro de aeronaves de corredor estreito, argumentando que a confiabilidade precisa ser resolvida antes que ganhos adicionais de eficiência sejam buscados.

O novo chefe também pareceu receptivo ao interesse do mercado em uma versão maior do A220, informalmente chamada de ‘A220-500’, respondendo positivamente quando o tema foi levantado pelo diretor-executivo da Air Lease Corp, John Plueger, durante um debate no evento na Irlanda.
A questão de ampliar o A220 tem sido debatida por anos, com empresas de leasing divididas sobre se a Airbus deve priorizar o desempenho da fábrica em relação à expansão do produto.
Wagner evitou se comprometer com movimentos estratégicos específicos, enfatizando que ainda está no início do cargo. Seus comentários surgiram enquanto executivos de leasing renovavam a pressão sobre a Airbus e a Boeing para melhorar a confiabilidade das entregas, argumentando que a previsibilidade continua sendo crítica.
Aviação Comercial

