Os Estados-membros da OTAN decidiram não prosseguir com a aquisição do avião-radar Boeing E-7 Wedgetail, meses após os Estados Unidos também abandonarem a encomenda da plataforma de alerta aéreo antecipado.

A decisão redireciona o foco da aliança para soluções alternativas para substituir a atual frota de aeronaves Boeing E-3 AWACS até 2035. A iniciativa dos EUA levou os parceiros da OTAN a reconsiderar prioridades e explorar outras capacidades de vigilância.

O Ministério da Defesa da Holanda descreveu o resultado como sendo tanto estratégico quanto financeiro, destacando a necessidade de equilibrar os requisitos operacionais com as restrições orçamentárias.

As aeronaves AWACS desempenham um papel crítico no monitoramento de potenciais ameaças aos aliados da OTAN na Europa, especialmente as atividades militares russas nas regiões do Báltico.

Boeing E-3 Sentry atualizado chega à base da OTAN
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“O compromisso permanece em ter outras aeronaves operacionais até 2035,” disse Gijs Tuinman, Secretário de Estado da Defesa da Holanda.

Entre as alternativas existentes está a plataforma GlobalEye da Saab, que utiliza jatos executivos de longo alcance.

A OTAN havia selecionado o E-7 Wedgetail em novembro de 2023, com as primeiras entregas programadas para 2031.

O Wedgetail oferece um moderno sistema de radar de abertura sintética, diferindo da antena de disco rotativo do E-3. Ele foi escolhido por países como Coreia do Sul, Reino Unido e Austrália.

A USAF decidiu inicialmente encomendá-lo em virtude da obsolescência de seus jatos, mas o governo Trump agora busca uma alternativa que pode incluir drones.