O Paquistão está nas etapas finais de um acordo de aproximadamente US$ 1,5 bilhão para fornecer aeronaves militares ao Sudão, incluindo treinadores Super Mushshak e potencialmente caças JF-17, informou a Reuters, citando fontes informadas.

O acordo marcaria uma expansão significativa das capacidades aéreas do Sudão em um momento em que a força aérea do país depende amplamente de plataformas soviéticas e chinesas envelhecidas.

A frota atual de aeronaves de combate do Sudão é limitada e fragmentada, composta por cerca de 20 jatos de ataque ao solo A-5, oito caças F-6, 12 aeronaves F-7, pequenos números de caças MiG-21, MiG-23 e MiG-29, além de aeronaves de ataque Su-24 e jatos de ataque ao solo Su-25. Muitas dessas aeronaves enfrentam restrições de manutenção e disponibilidade após anos de conflitos e sanções.

Super Mushshak treinador leve
Super Mushshak treinador leve

De acordo com a Reuters, o acordo incluiria 10 aeronaves de ataque leve Karakoram-8, que poderiam ser utilizadas tanto para treinamento quanto para funções de contrainsurgência, e pode também abranger a entrega de caças multifuncionais JF-17, desenvolvidos em conjunto pelo Paquistão e pela China.

O JF-17 representaria um upgrade qualitativo em relação à maior parte da frota existente do Sudão, oferecendo aviônicos modernos e capacidade de combate além do alcance visual.

O Super Mushshak e o JF-17 formam uma parte central da estratégia de exportação de defesa do Paquistão, com o JF-17, em particular, posicionado como uma alternativa de menor custo em relação a caças ocidentais.

Para o Sudão, a aquisição potencial proporcionaria um caminho para modernizar sua força aérea, mantendo a compatibilidade com cadeias de suprimento não ocidentais.